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sábado, 27 de fevereiro de 2016

Guerra Civil da Marvel: O que cada lado acredita e representa


Em 28 de Abril de 2016 teremos a estreia do filme Capitão América: Guerra Civil, a adaptação cinematográfica da série de quadrinhos "Guerra Civil" que, por sua vez, foi publicada pela Marvel Comics no decorrer do ano de 2006.
A Guerra Civil dos quadrinhos foi escrita por Mark Millar e a arte ficou por conta de Steve McNiven. E o filme foi dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo, com produção do chefão da Marvel Studios Kevin Feige.

Principalmente após o lançamento dos trailers a internet está cheia de pessoas usando as hatshtags #TeamCap e #TeamStark para mostrar apoio ao seu lado na guerra. E você, já decidiu o seu lado?


As imagens promocionais do filme proporcionam os melhores wallpapers que já vi!

Ah, se você é como eu e prefere não escolher um lado, leia o texto do mesmo jeito e veja se muda de opinião até o final do mesmo!

Vou tentar focar bastante no enredo do filme e deixar os quadrinhos apenas para pequenos comentários, caso necessário, e que serão denotados em azul. Estruturarei o texto como se fosse um debate, onde proponho os temas e em seguida explico o posicionamento de cada um.
Vamos lá!

Primeiro, vamos aos motivos da guerra.
Eventos anteriores que perduram desde o início dos filmes, e de certa forma desde que os super-heróis surgiram na Terra, vêm alimentando uma desconfiança na população "comum". Quem são esses seres poderosos que voam, derrubam prédios, entortam barras de metal com as mãos e podem controlar tempestades? Como conviver com isso sendo um simples humano? Até onde o poder dessas pessoas pode ir e todo esse poder é controlável? São perguntas como essa que a humanidade faz frente a esses novos seres superpoderosos. E é algo que podemos entender perfeitamente.
Pois bem, vamos agora aos eventos mais recentes. Em Vingadores: Era de Ultron (2015), a inteligência artificial Ultron quase acabou com a vida na Terra e causou desastres irreparáveis. Vimos o Hulk, sob influência da Feiticeira Escarlate, destruir uma cidade quase que por inteiro na África. E um pouco antes, em Capitão América: O Soldado Invernal (2014), vimos Bucky Barnes causar uma imensa destruição enquanto estava trabalhando para a HYDRA. Ele matou inocentes, explodiu casas, travou tiroteio em estradas movimentadas e no meio de cidades, tudo isso antes de finalmente fugir e recobrar sua verdadeira personalidade.
Isso é só um pequeno exemplo mais atual do que os super-heróis causaram. Você pode pensar que eles salvaram a Terra, tudo bem, mas temos que pensar como as pessoas comuns e avaliar o que elas perderam também. Perderam pessoas queridas, suas casas, a sensação de segurança.
Tudo isso motiva o governo dos Estados Unidos a propor o Tratado de Sokovia.

O que diz o Tratado de Sokovia?
É uma lei que torna o novo grupo dos Vingadores, formado pelo Capitão América, um tipo de força tarefa especial do governo. Isso quer dizer que todas as suas decisões devem passar antes por agentes do governo e suas ações devem ser supervisionadas. Mas esse ainda não é o ponto principal. Por se tratarem de verdadeiros funcionários do governo cada membro dos Vingadores deve se identificar, isso é, tirar sua máscara e revelar sua identidade, e expor isso ao mundo para que as pessoas possam pelo menos conhecer em quem vão confiar suas vidas.
Nos quadrinhos há poucas diferenças. A lei se aplica a TODOS os heróis,  não só aos Vingadores, e eles se tornam verdadeiros funcionários do governo, recebendo salário e tudo mais. Suas equipes seriam refeitas e equilibradas, seriam montadas bases em cada estado e essas equipes seriam distribuídas para cobrir determinadas áreas. Ah, mais uma coisa, até mesmo os vilões podem se submeter ao governo para agirem ao lado dos heróis, com os mesmos privilégios.

Bem, nem todo mundo concordou com o tratado, por isso temos a ruptura do time de super-heróis gerando dois lados: prós e contra o tratado. O time daqueles que são a favor do tratado é encabeçado por Tony Stark, o Homem de Ferro, enquanto o time contra é liderado pelo Capitão América.

Agora sim vou apresentar o posicionamento de cada time. Obviamente não sabemos muito sobre o pensamento dos personagens no filme, até porque ele nem saiu ainda, então aqui haverá um embasamento mais forte na história em quadrinhos. Não vou usar as palavras de cada um deles, mas o que o seu lado representa de acordo com o tema apresentado. E em relação aos temas eu escolhi alguns que surgem nos quadrinhos também, mas que talvez nem sejam mencionados no filme.
Começando...

SOBRE O TRATADO


Uma opinião de cada lado sobre o tratado visto de forma geral.

O tratado é apenas uma forma que o governo encontrou de impor seus interesses e controlar uma das poucas forças que realmente faz algo pela população sem querer nada em troca: os verdadeiros super-heróis. Ele apenas servirá para afundar ainda mais no caos as vidas de pessoas inocentes.
O tratado permitirá que os heróis possuam o lugar que merecem na sociedade e possam ser vistos como símbolos para as pessoas se inspirarem e confiarem, e não como indivíduos mascarados andando por aí com poderes incontroláveis capazes de causar grandes estragos.



SOBRE IDENTIDADES SECRETAS


Todo super-herói deve manter uma ficha pessoal completa sobre si mesmo. Tal ficha fica acessível ao governo e a qualquer pessoa do mundo. Nela há informações pessoais e, acima de tudo, a identidade. Seria, então, o fim das identidade secretas e das máscaras.

Manter a identidade secreta não é apenas uma decisão, mas uma necessidade, pois assim que a pessoa por trás da máscara for revelada ela não estará colocando em risco apenas a si mesma, mas também a todos os seus familiares e conhecidos.
Super-heróis mascarados são, nada mais nada menos, que justiceiros agindo fora da lei, igualando-se, portanto, aos criminosos que eles mesmos combatem. Afinal de contas ninguém deve praticar justiça com as próprias mãos.


SOBRE O CONTROLE DO GOVERNO


Como parte do acordo, aqueles que aceitam a lei devem submeter-se ao governo para se tornarem um tipo de funcionário do mesmo, recebendo direitos trabalhistas e até um salário em troca de que o governo vai dizer quando e onde eles devem agir. Resumindo: os heróis se tornariam uma força tarefa paga que obedeceria uma hierarquia política.

A intervenção do governo na vida dos super-heróis apenas atrapalharia suas ações. Com isso a decisão sobre o que fazer ou não, quem salvar ou não, cairia nas mãos de poucas pessoas com interesses próprios e  não apenas do herói disposto a salvar o dia.
A presença do governo controlando as ações dos super-heróis contribuíria para melhorar a segurança da população, afinal os heróis teriam acesso a mais tecnologia, melhores recursos e saberiam exatamente onde agir quando for necessário.

SOBRE A RECUPERAÇÃO DE VILÕES


O ato, nos quadrinhos, permite a entrada de vilões nos novos times que serão formados pelos que resolverem se juntar ao governo. Eles receberiam os mesmos privilégios dos super-heróis. Parece que essa parte não será incluída nos filmes, afinal neles não temos nenhum vilão recorrente (apenas aqueles que aparecem, são derrotados e somem).
Atenção: O filme parece que vai inverter parte desse conceito, porque aparentemente o Capitão América vai tentar proteger seu amigo Bucky (que cometeu atos terroristas e assassinatos no passado, mas agora voltou a si) enquanto o Homem de Ferro tenta prendê-lo. Pelo menos é isso que os trailers dão a entender. E nos quadrinhos o Capitão também recruta alguns vilões para sua resistência, embora isso não seja bem visto pelo seu time.


Montar times usando supervilões apenas serviria para expor mais ainda os heróis, pois lhes daria livre acesso à informações privadas sobre a vida de cada um que se submeteu à lei. Além disso abriria espaço para sabotagens internas e espionagem.
Quando se trata de salvar a cidade, o país ou o mundo qualquer ajuda é bem vinda, inclusive se forem supervilões dispostos a mudar de vida e virem para o lado do bem. É uma forma de lhes dar uma segunda chance para fazerem certo dessa vez.

O QUE PENSAM DO LADO OPOSTO




Heróis que apoiam o tratado parecem ter esquecido qual a verdadeiro sentido de ser um super-herói, pois agora aliam-se a vilões e caçam seus antigos aliados que estão tentando fazer o que é certo. Não importa se continuamos salvando vidas, se estivermos mascarados nós seremos caçados, simplesmente porque não é tão simples para todos revelar sua identidade e expor seus entes queridos ao mundo.
Recusar o tratado indica que o suposto herói quer permanecer nas sombras, como um criminoso faz. Quando se tem convicção de seu heroísmo não é preciso esconder o rosto. Não é possível atingir o máximo do potencial sem organização, respeito e bom treinamento, e os heróis a solta não tem nada disso. Dessa forma aqueles que continuam agindo fora da lei merecem ser presos, para que possam lidar com uma justiça de verdade.

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Esses são os principais pontos que posso destacar. O resto fica pra vocês. Então, esse texto ajudou a mudar sua opinião? A formar alguma? E retorno à grande pergunta: de que lado você está?

Até a próxima postagem!

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